Artistas


CLARICE ASSAD

Compositora, pianista e cantora, nasceu no Rio de Janeiro em 1978. Filha do violonista e compositor Sergio Assad, desde os seis anos já compunha usando o piano como ferramenta para a composição. Ainda no Brasil, cantava em vários comerciais; jingles para rádio e para a TV, além de participações especiais em inúmeros discos infantis até completar 13 anos de idade. Inaugurando uma nova fase em sua vida musical, dos 14 aos 18 anos, trabalhou como pianista, tocando na noite e acompanhando cantores como: Leco Alves, Neti Szpielman, Luli e Lucina. Se apresentava solo e em grupos como a Rio Jazz Orchestra e fez parte de varias peças teatrais entre elas: "Doidas Folias" com direção musical de Tim Rescala, "Ta na Hora" com direção musical de Caique Boticai, "A Estrela Menina" dirigido por Joaquim de Paula. Clarice "performer" aconteceu com o seu amor pelo palco. Seu estilo é difícil de categorizar, pois as influencias e experiências ao longo dos anos são muito vastas. E uma mistura de jazz, musica brasileira e música contemporânea, tratadas de maneira muito pessoais.

Como pianista, tem sólida técnica erudita, a liberdade e sofisticação harmônica do jazz e a vivacidade rítmica e colorida da musica brasileira. Como cantora, interpreta canções em diversas línguas e improvisa com a voz, linhas melódicas e rítmicas com a precisão e entonação de um aparelho eletrônico. Aos 18 anos, aceitou o convite de ir estudar composição e Fllm Scoring nos Estados Unidos. Como compositora, seu trabalho vem sido muito bem recebido. Suas pecas foram publicadas na Franca e nos Estados Unidos e são tocadas na Europa, no Brasil, Estados Unidos e Japão. Clarice fez também a trilha sonora do ballet Americano "Steps To Grace" da diretora Lou Fancher, e a trilha da peça "A Lição de Anatomia" escrita pelo Argentino Carlus Mathus. Pianista, vocalista e arranjadora. Descrita pelo jornal São Francisco Chronicle como uma "séria ameaça tripla", e "uma arranjadora e orquestradora de grande imaginação" (NY Times), Clarice Assad está fazendo sua marca no mundo da música como pianista, arranjadora, cantora e compositora.

Uma artista versátil de profundidade e sofisticação, seus trabalhos foram publicados na França (Editions Lemoine), Alemanha (Trekel), nos Estados Unidos (Virtual Artista Collective) e têm sido executados na Europa, América do Sul, Brasil, Estados Unidos e Japão.

Sua música ‘Assad’ muitas vezes tem um núcleo temático e explora os elementos físicos e psicológicos de uma história ou conceito. Com um repertório em contínua expansão, suas obras são procuradas por músicos, no mundo clássico e do jazz. Clarice Assad é compositora, pianista e vocalista de profundidade e habilidade musical. Descrito pelo San Francisco Chronicle como "uma séria ameaça tripla", Assad é uma compositora vibrante, altamente prolífica. As texturas coloridas cuidadosamente trabalhadas permeiam seu mundo musical e emocional, que abrange uma grande variedade de estilos, incluindo seus próprios conceitos originais.

As estréias mundiais em 2017 incluem comissões da Orquestra do Festival de Cabrillo, Duo Noire, Sociedade de Guitarra Clássica de Boston, The Chicago Sinfonietta, OCAM, Jazz Meets Classical, arranjos para a New Century Chamber Orchestra e Chanticleer, entre outros projetos excitantes. Clarice Assad voltará a se juntar a sua família para uma turnê em maio e agosto no Brasil, e depois deixa Danmark para uma residência de um mês trabalhando com artistas locais estelares e dando oficinas e masterclasses na área de Copenhague.

Clarice Assad atuou como “Compositor em Residência” para a Sinfonia de Albany, o Festival de Música Contemporânea de Cabrillo e a Orquestra de Marcos de Boston. Assad recebeu prêmios como o Prêmio Aaron Copland, vários prêmios ASCAP em composição, Meet The Composer's Van Lier Fellowship, League of American Orchestras, New Music USA, NPR's All Songs Considerado, American Lyric Theatre, Mcknight Visiting Composer Fellowship, a Fundação Jerome, o American Composer Forum, a Franklin Honor Society, bem como uma indicação da Fundação Grammy para a melhor composição contemporânea.

Como intérprete, Clarice Assad recebeu aclamação por suas apresentações de composições originais e seus próprios arranjos de músicas populares brasileiras, música mundial e padrões de jazz. Atuou em locais como Jazz at Lincoln Center em Nova York e Doha, Catar, o Festival Internacional de Jazz de Caramoor, Carnegie Hall, The Metropolitan Museum of Art, Concertgebow em Amsterdã, San Francisco Jazz, Pick-Staiger Concert Hall em Chicago, Le Casino de Paris em Paris, França e o Palais des Beaux Arts em Bruxelas, na Bélgica. Aclamado pelo LA Times como "Um solista deslumbrante", Assad canta em português, espanhol, francês, italiano e inglês, mas prospera na exploração da voz como instrumento, criando uma vasta gama de texturas inovadoras e incorporando um vocabulário emocionante de técnicas alargadas em sua música.

A música de Assad está representada nos rótulos Cedille Records, SONY Masterworks, Edge, Telarc, NSS Music, GHA e CHANDOS. Ela gravou quatro álbuns solo, o mais recente título "IMAGINARIUM", que possui mais de 50 convidados: uma combinação de instrumentistas e cantores profissionais e amadores, que recebeu críticas estelares do Jazz Times, Jazz Weekly, World Music Report e Songlines, entre outros Publicações. O álbum foi classificado como "o álbum de jazz brasileiro mais surpreendente em anos" e Assad foi eleito altamente entre os "Top 10 artistas que influenciam a música brasileira hoje" pelo Wondering Sound. Possui um diploma de Bacharelado em Música com honras da Universidade Roosevelt e um mestrado em Música da Universidade de Michigan School of Music, onde estudou com Michael Daugherty, Susan Botti e Evan Chambers. Suas obras são publicadas na França (Editions Lemoine), na Alemanha (Trekel), Criadores do Brasil (Brasil) e, de forma independente, pela Virtual Artists Collective Publishing, (VACP), uma editora co-fundada com o poeta e filósofo Steve Schroeder. No seu aniversário de 10 anos, o VACP publicou 55 volumes de poesia e música.


PANDEIRO REPIQUE DUO

Bernardo Aguiar toca pandeiro no duo.

É percussionista carioca, um dos integrante do grupo Pife Muderno, liderado pelo escultor do vento Carlos Malta. Acostumado a transitar pelos mais diversos gêneros da música brasileira e mundial, o pandeirista vêm atuando em projetos diversos como o disco introspectivo “Casa de Villa” do genial compositor Guinga e em dvd, shows e cds do famoso e explosivo grupo O Rappa. Bernardo nasceu em 1984 no Rio de Janeiro e rapidamente se interessou pelo universo do samba, freqüentando desde bem novo a bateria da Escola de Samba Unidos do Santa Marta. No ano de 1997, ainda com 13 anos, iniciou oficialmente a sua carreira profissional ao ingressar na orquestra de pandeiros Pandemonium, grupo que o levou a tocar com cantores como João Nogueira, Elza Soares, Nelson Sargento e Wilson Moreira. Também foi através do Pandemonium que Bernardo teve contato com alguns de seus mestres da percussão: Naná Vasconcelos, Carlos Negreiros, Robertinho Silva e Marcos Suzano. A partir dos 17 anos até os dias de hoje, vêm colaborando com diversos músicos do cenário da música instrumental brasileira, incluindo o grupo Pife Muderno, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Jaques Morelenbaum e Zé Paulo Becker, nomes que o fizeram circular pelo Brasil e pelo mundo levando e ensinando a sua arte.

Gabriel Policarpo toca repique no duo.

É percussionista carioca, primeiro repique da Escola de Samba GRES Viradouro e idealizador do grupo de percussão Batuquebato. Referência como solista no mundo do samba, Policarpo é um mestre dos ritmos aplicados aos instrumentos de bateria de Escola de Samba tendo desenvolvido seu próprio método de ensino chamado “Bossa da Mão”, método este que aplica nas muitas oficinas que dá pelo Brasil e pelo mundo. Sua proposta didática se aplica nas aulas e na preparação de alunos que se apresentam em importantes eventos culturais e desfiles na cidade do Rio de Janeiro e Niterói. Gabriel nasceu no ano de 1984 e aos 13 anos de idade começou a tocar na Escola de Samba Viradouro. Em apenas dois anos de Viradouro, assumiu o lugar de primeiro repique da bateria e iniciou seus estudos musicais e pesquisas sobre ritmos. Em função do seu talento o músico já tocou com grandes nomes da música Brasileira e se apresentou no palco mundo do Rock in Rio 3 para um público de mais de 200 mil pessoas a convite da banda Guns n'Roses.


DUOFEL

Manter um duo de violões por mais de duas décadas já é por si só um feito notável. Ainda mais com a integridade artística de Fernando Melo e Luiz Bueno, instrumentistas e compositores do Duofel, que desde seu primeiro encontro, em 1977, têm priorizado a qualidade musical e a investigação sonora. Autodidatas, Luiz Bueno e Fernando Melo conheceram-se em 1977, em São Paulo, tocando numa banda de rock progressivo, a Boissucanga. Luiz tocava guitarra e Fernando era o baixista. Insatisfeitos com a música que faziam, decidiram começar a compor juntos para o formato de um duo de violões. A consciência de que precisavam de mais experiência levou-os a passar o final daquele ano e boa parte de 1978 viajando por Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Tocaram em diversos locais, inclusive nas ruas, aproveitando a experiência para vivenciar ritmos e manifestações folclóricas regionais, como o maracatu, a embolada, o repente e o baião. Na volta a São Paulo, depararam-se com o 1.º Festival Internacional de Jazz de São Paulo, no Anhembi, quando entraram em contato com feras do gênero, como Dizzy Gillespie e John McLaughlin, sem falar na atração mais comentada do evento: o alagoano Hermeto Pascoal. “A gente queria ouvir todo o tipo de música. Ainda tínhamos sede de descobrir nossa música na música dos outros. Ali percebemos que ainda estávamos engatinhando. Tínhamos uma linguagem própria, mas uma técnica ainda insuficiente”, admite Luiz. O próximo passo foi acompanhar cantores, como Chico de Abreu e Tato Fischer. Este apresentou a dupla à cantora mato-grossense Tetê Espíndola, com quem o Duofel manteve uma parceria de sete anos. “Aí realmente começamos nossa carreira profissional. Sentimos pela primeira vez a força de nossa música. Tetê sempre levou a carreira muito a sério. Aprendemos muito com ela”, reconhece Luiz. Em 1987, os dois violonistas lançam “Duofel Disco Mix”, seu primeiro disco, em produção independente.

Uma série de shows ao lado de Tetê e Arrigo Barnabé, na Bélgica e na França, em 1989, gerou o convite do produtor Rainer Skibb para a gravação do álbum “As Cores do Brasil”, lançado no ano seguinte, na Europa. Uma nova turnê pelo continente europeu, em 1993, aproximou a dupla de outro grande músico: o violonista Sebastião Tapajós. Na volta dessa viagem acontece a gravação de “Duofel”, o terceiro disco (pelo selo Camerati), que destacava participação de Oswaldinho do Acordeon e rendeu cinco indicações para o Prêmio Sharp. Registrada no CD “Espelho das Águas - Ao Vivo” (Velas, 1994), a parceria com o percussionista indiano Badal Roy também foi muito enriquecedora. “Esse encontro nos trouxe uma outra sonoridade”, diz Fernando, lembrando que o interesse do ex-parceiro de Miles Davis e Ornette Coleman pelas composições do Duofel melhorou muito sua auto-estima. “Os produtores das gravadoras elogiavam nosso trabalho, mas sempre acabavam sugerindo que a gente fizesse releituras de canções conhecidas, deixando de lado nossas composições”, reclama Luiz. Outro parceiro que contribuiu decisivamente para ampliar os limites sonoros do Duofel foi Hermeto Pascoal, responsável pelos arranjos do CD “Kids of Brazil” (Velas, 1996), vencedor do Prêmio Sharp. “Nesse trabalho descobrimos novas afinações para os violões, porque algumas notas que Hermeto escrevia não existiam em nossas afinações. Essa foi uma grande escola. Ali começamos a apurar nossa música. Perdemos qualquer medo de criar”, conta Fernando.

Após bem-sucedidas apresentações em festivais de prestígio, como o Summerstage, em Nova York (EUA), e no Jazz à Vienne, em Lyon ( França), em 1998, a dupla grava finalmente o CD "Atenciosamente, Duofel". Lançado pela Trama, em 1999, esse álbum destacou composições de Fernando e Luiz, em homenagem a músicos que marcaram a carreira do Duofel. No ano seguinte, as faixas “É Pra Jards”, “Subindo o Tapajós”, “Fax para Uakti” e “Azul da Cor da Manteiga” surgem em versões diferentes, registradas ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo, no CD “Duofel 20”, onde Hermeto Pascoal e Oswaldinho do Acordeon aparecem em duas faixas como convidados especiais. Em outubro de 2003 captaram som e imagem no show de celebração de 25 anos de parceria, no Teatro do SESC Pompéia, em São Paulo, lançando em novembro de 2004 pela gravadora MCD. o DVD / CD, “Frente & Verso”, pioneiro no segmento. Os dj’s e produtores Manoel Vanni e Franco Jr., os Lunatics, participam em duas faixas experimentando com a música eletrônica.

Em 2005 criam sua prórpia estrutura de gravação e distribuição com a Fine Music lançando o CD “Precioso”, segundo album solo em toda a discografia, numa homenagem a cidade de Manaus e aos vinte e cinco anos de parceria. Nove composições próprias e um arranjo para “Bom Dia Tristeza” de Adoniran Barbosa e Vinicius de Moraes. “Formado por Fernando Melo e Luiz Bueno, o DUOFEL é a mais original dupla de violões dos últimos muitos anos. Ou melhor, é mais radicalmente: esqueçam-se das outras duplas de violões. O DUOFEL tem concepção musical única e sonoridade inimitável. Hermeto Pascoal acredita que represente a grande novidade da música instrumental brasileira” (Mauro Dias / Jornal O Estado de São Paulo / 99)

“Na música instrumental, que não conta com o poderoso veículo da poesia, um árduo e longo caminho é percorrido para ser atingida uma identidade musical, isto é, o status de perfil próprio, o estilo. O DUOFEL atinge esse invejável patamar na música brasileira. E mais: coloca no mercado um CD destinado a ter forte ressonância na juventude”. (Zuza Homem de Mello / 94) Virtuosismo, interação sensível e um potencial inesgotável: “Sem nenhuma dúvida, o DUOFEL faz a nova música instrumental do Brasil”. (Manfred Gillig / GUITARRE AKTUELL / Alemanha / 90) “Foi amor à primeira audição! Sua música contagiante e emocionante, principalmente quando apresentada “ao vivo”, nos faz crer que uma nova música vem por aí” (Rita Kornblum / Universidade de Connectcut – EUA / 96) “Poucas vezes pude ouvir tamanha quantidade de lirismo, sensibilidade, técnica, afinações esquisitas, arranjos intrincadíssimos (cortesia do mestre Hermeto Pascoal), harmonias esplendorosas… Desde a abertura até a última nota da última faixa, ouve-se um álbum absolutamente irrepreensível que, sem exagero, pode ser considerado um dos melhores álbuns instrumentais já gravados neste planeta, em todos os tempos. Absolutamente obrigatório!!!” (Régis Tadeu / Revista Cover Guitarra / 96)


ALESSANDRO PENEZZI E NAILOR PROVETA

"Velha Amizade" por Paulo Aragão

"Na música, tal como no futebol, o encontro de craques não é garantia de um conjunto perfeito. Mais que a soma de individualidades, há que se ter generosidade, entrega, entrosamento, comunhão. Velha amizade celebra o encontro entre dois dos maiores instrumentistas do Brasil, Nailor Proveta e Alessandro Penezzi. E aqui a simbiose dos grandes encontros musicais está presente da primeira à última nota. Proveta e Penezzi são dois artistas raros. Por um lado, tocam com a naturalidade de quem fala, tocam com tal virtuose que as ideias musicais parecem transbordar. Por outro, não deixam a música derramada, não há nota jogada fora. Acima de tudo, porém, prevalece a generosidade. Em muitos momentos do disco, ouvimos um Proveta endiabrado, contagiado pela vibração e a energia do Penezzi. Na mesma proporção em que vemos o Penezzi usando a paleta de mil cores que é a assinatura do Proveta. Tudo na maior alegria, tudo no maior equilíbrio.

Poderíamos ressaltar a modernidade que emana da música de Proveta e Penezzi, em um repertório totalmente autoral e inédito, na inquietude pela busca das melodias mais sinuosas, das harmonias mais surpreendentes. Poderíamos também falar da tradição que perpassa todo o conceito da música deles. Afinal, compondo ou interpretando são dois músicos que olham para frente sem necessidade de brigar com as heranças do passado. Além de moderno ou tradicional, porém, este é um encontro extemporâneo. A velha amizade celebrada neste disco é ancestral, é perene. Em tempos de estiagem, Proveta e Penezzi mostram o caminho onde a música brasileira jorra com abundância."

Alessandro Penezzi:

Natural de Piracicaba (SP), Alessandro Penezzi iniciou seus estudos de violão aos 7 anos. Compositor e arranjador, toca também o violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta.Formou-se em violão erudito em 1997, pela Escola de Música de Piracicaba, sob a orientação do Maestro Ernst Mahle e do Prof. Sérgio Belluco, que também lhe mostrou o universo do Choro.Bacharelou-se em Música Popular pela Unicamp em 2005. Integrou importantes grupos instrumentais brasileiros como: Regional do flautista Carlos Poyares; Trio Quintessência; Grupo Choro Rasgado; Projeto Violões do Brasil; Duo com Maestro Laércio de Freitas; Trio com Yamandú Costa, Rogério Caetano; Trio com Sizão Machado e Alex Buck; Duo com Alexandre Ribeiro; Alessandro é considerado tanto pela crítica como pelos músicos como um dos violonistas mais impressionantes da atualidade seja por sua técnica apurada, virtuosismo ou composições, que já foram gravadas por artistas como Yamandú Costa (Dayanna), Beth Carvalho (Acabou a Brincadeira) e Danilo Brito (Abraçando).

Em 2011, abriu o show da lenda viva do Jazz – Wayne Shorter, na 30a edição do Spokje Jazz Festival, na Macedônia. Em 2013 lançou o CD Dança das Cordas, muito aclamado pelo público que rendeu shows em todo o Brasil e uma turnê pelos EUA. A cada novo álbum lançado trazendo vários elogios da crítica especializada, Alessandro vem consolidando uma carreira de criatividade, maturidade e trabalho. Isso é notado pelas várias indicações a Prêmios, Gravações, Programas de TV e Rádio, Concertos, Workshops, Oficinas e Júri em Festivais e Feiras no Brasil e no exterior.

Proveta:

Pode-se dizer, sem medo de errar, que PROVETA ocupa lugar de destaque na galeria dos principais músicos do Brasil. Aprendeu as notas musicais, antes das letras do alfabeto. De calça-curta, aos 6 anos de idade, tocava clarinete na banda da sua cidade natal – Leme-SP. Passou depois a tocar em bailes no conjunto liderado por seu pai o tecladista e acordeonista Geraldo Azevedo e em outros grupos musicais da região.Mudou-se para São Paulo e, aos dezesseis anos de idade, já integrava a orquestra do Maestro Sylvio Mazzucca, famosa em todo o Brasil. Foi convidado para acompanhar os principais artistas do Brasil – Milton Nascimento, Gal Costa, Edu Lobo, Raul Seixas, Guinga, Jane Duboc, Joyce,César Camargo Mariano,Maurício Carrilho, Yamandú Costa, etc. e também artistas internacionais como, Joe Wiiliams, Anita O’Day, Bobby Short, Benny Carter, Natalie Cole, Ray Conniff, Sadao Watanabe, entre outros.

Atua intensamente nos estúdios de gravação como instrumentista e arranjador, tendo participado de centenas de gravações dos mais importantes artistas brasileiros.


Trio Brasileiro

Formado em 2011, o Trio Brasileiro já é reconhecido como um conjunto digno de atenção internacional. O seu virtuosismo deslumbrante é acompanhado de notável musicalidade e uma profunda devoção à linguagem do choro, permitindo-lhes alcançar um som único que compartilha ao mesmo tempo de uma subjetividade discreta e groove irresistível.

Mas é o amor deles pela música tradicional do Brasil e a conexão entre irmãos -por nascimento e por laços de amizade - que criam uma beleza rara e profunda. O Trio Brasileiro inclui o famoso guitarrista e membro de tempo integral do premiado Duo Guitarra Brasil, Douglas Lora;

Um dos melhores virtuoses do bandolim do Brasil, Dudu Maia, e o incrível percussionista e irmão de Douglas, Alexandre Lora.

O Trio Brasileiro é dedicado a realizar a excelente música tradicional do choro do Brasil por Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e outros, bem como suas próprias composições, que são reflexões modernas dessa grande forma musical tradicional. A discografia do Trio Brasileiro inclui "Simples Assim" (2012), "Alegria da Casa" -Com o extraordinário clarinetista Anat Cohen (2015) e "Caminho do Meio" (2015). Dudu, Douglas e Alexandre vivem no Brasil e viajam constantemente como um trio nos EUA desde 2011. Com sucesso esmagador, com desempenhos esgotados e ovações de pé ao longo do país, o trio teve um grande sucesso em Nova York, Chicago, Boston, Bay Area,Minneapolis, Portland, Seattle, Bloomington, Louisville, Cedar Rapids, etc. Desde 2011, Trio Brasileiro também liderou a faculdade da oficina anual Centrum Choro, o maior evento dedicado exclusivamente à música do Choro , nos EUA.

Douglas Lora

O compositor e guitarrista Douglas Lora transita com versatilidade entre música clássica e popular, e tem sido considerado como um dos artistas mais proeminentes de sua geração. Junto com João Luiz formam Brasil Guitar Duo há mais de quinze anos e guitarrista de sete cordas da banda de choro e samba Caraivana, Douglas Lora tem uma agenda completa de turnê em todo o mundo, e colaborou com os artistas como Paquito d'Rivera, Marco Pereira, Jovino Santos Neto, Ney Rosauro, Marina Piccinini e muitos outros. Em 2011, ele se juntou ao seu irmão, percussionista Alexandre Lora e virtuoso bandolimista,Dudu Maia, para formar um conjunto dedicado à música tradicional brasileira, o Trio Brasileiro. Lora atuou como solista com a Dallas Symphony, Houston Symphony, Dayton Filarmônica, Orquesta Metropolitana de São Paulo e Orquestra das Américas.

Críticos e públicos em todo o mundo louvaram suas gravações com a Guitarra Brasil Duo, artistas distinguidos e conjuntos de câmara gravaram suas composições. Douglas Lora estudou composição e guitarra clássica na Faculdade de Artes Alcantara Machado em São Paulo e recebeu um Mestrado em Performance da Universidade de Miami. Lora ganhou o prêmio Concerts Artists Guild Award em 2006 com o Brasil Guitar Duo, e tem oito gravações e cinco trilhas sonoras de filmes originais para o seu crédito.


FILIPE MORENO

Salvador-BA, 1992 músico autodidata, Filipe Moreno começa a tocar piano aos seis anos, de ouvido. Influenciado pela família extremamente musical, prezando a boa música e sempre se identificando com a música brasileira. Durante um tempo de sua vida, a música ficou um pouco adormecida, mas nunca esquecida. Aos treze anos ganha um baixo elétrico do Pai e começa a tocar também de ouvido. O músico diz que foi um presente de Deus, o ouvido e a musicalidade que desde novo era percebida pela família que hoje lhe contam histórias dessa época. A partir dos 14 anos de idade começa a trabalhar profissionalmente com música, acompanhando vários artistas de vários estilos diferentes. Aos 18 anos muda-se para São Paulo-SP, sempre levando a sua “verdade” musical na bagagem. Uma verdade muito aceita pela identidade musical que o artista tem em sua nervura. Consegue abrir um grande leque para a música instrumental brasileira e já é reconhecido por isso no Brasil e em parte do mundo.

Foi premiado em terceiro lugar no festival nacional de instrumentistas o Premio Nabor, em Indaiatuba-SP, com a música “Meu Tabuleiro”, música que da o título ao seu primeiro álbum, no qual foi interpretada em contrabaixo solo. Em sua jornada musical, acompanhou e gravou com alguns artistas nacionais como: Margareth Menezes, Armandinho Macêdo, Oswaldinho do Acordeom, Anastácia, Waldonys, Lucy Alves, Marcelo Jenecy, Michel Leme, Gilson Peranzzetta, entre outros.

Hoje aos 22 anos acaba de lançar o seu primeiro álbum oficial de nome “Meu Tabuleiro” com nove obras autorais e uma releitura, sendo um projeto singular e considerado pelos ouvintes de uma riquíssima diversidade musical. É um CD de obras de reverência à música e a Bahia, indo da chula ao choro, dos sambas ao bolero e a cada música sensações diferentes, atingindo o principal objetivo que é hipnotizar através de palavras que não são ditas: a música.

Algumas atividades recentes:

• Gravação de DVD com Michel Leme em São Chico-SP.

• Prêmiação de Terceiro Lugar no festival Nabor Pires (Indaiatuba- SP), música: Meu Tabuleiro (Filipe Moreno), baixo solo.

• Lançamento do Álbum, Meu Tabuleiro em Salvador-BA no ''Marina”, Rio Vermelho. • Lançamento do Álbum, Meu Tabuleiro na Feira Cultural Plural 2015. • Gravação do programa “Vivendo de Música”, com Oswaldinho do Acordeon. • Gravação do programa SESC Instrumental Brasil, com Oswaldinho do Acordeon. • Gravação do programa: ‘’UM CAFÉ LA EM CASA’' com Nelson Faria. • 2 Shows no Sesc Pinheiros SP, com Leila Pinheiro. • Show no Sementes RJ com Nelson Faria Quarteto. • Show em Maringá com Nelson faria Quarteto. • Show no Jazz na Avenida em Salvador-BA com ‘'Filipe Moreno Trio’’. • Show de abertura no JAM NO MAM em Salvador Bahia com ‘'Filipe Moreno Trio’’. • Show na '‘Casa da Mãe’' Salvador-BA com ‘'Filipe Moreno Trio’'

LINKS DE VÍDEOS: https://www.youtube.com/watch?v=-V_vJ4_d8Ks

https://www.youtube.com/watch?v=nlbadI7KNBc

https://www.youtube.com/watch?v=OmmqDv-JAA8

https://www.youtube.com/watch?v=Dx3Xn4gkv_g

https://www.youtube.com/watch?v=OY2GsChy5uk

Escute o álbum: Meu Tabuleiro - Filipe Moreno https://itunes.apple.com/us/album/meu-tabuleiro/id1046413928 (iTunes) http://www.deezer.com/album/11431182 (Deezer) https://play.spotify.com/album/2howCnamAVcEVZmhMXSzsQ? play=true&utm_source=open.spotify.com&utm_medium=open (Spotify) https://play.google.com/store/music/album/ Filipe_Moreno_Meu_Tabuleiro?id=Bf7mxpyeq5sgwj3wnevkfwn7gpq (Google Play)


GILSON PERANZZETTA

Gilson José de Azeredo Peranzzetta  (Rio de Janeiro, 21 de abril de 1946) é um pianista, compositor, arranjador e maestro brasileiro.
Conhecido por imprimir criatividade e delicadeza a sua performance como pianista e arranjador, Gilson nasceu em uma família de músicos. Aos nove anos de idade, começou a estudar acordeon, decidindo-se, um ano depois, pelo piano. Cursou a Escola Nacional de Música e o Conservatório Brasileiro de Música, e iniciou sua carreira profissional em 1964, acompanhando diversos artistas como Elizeth Cardoso, Maria Creuza, Antonio Carlos e Jocafi, Gonzaguinha, Simone, Gal Costa, Joanna, Edu Lobo e Ivan Lins, com quem atuou também, durante 10 anos, como arranjador, diretor musical e produtor musical.

Citado pelo maestro e produtor Quincy Jones como um dos maiores arranjadores do mundo, Gilson Peranzzetta, ao longo de sua carreira recebeu inúmeros prêmios, entre eles três Prêmios Sharp de Música como melhor arranjador, melhor compositor e melhor intérprete. Contabiliza 33 CDs solo lançados nos últimos 20 anos, - os nove últimos saíram pelo selo Marari Discos, criado por Peranzzetta em 1999 - além de centenas de cds gravados para diversos artistas como pianista, produtor e arranjador. Manhã de Carnaval, seu último disco, lançado em 2005, saiu simultaneamente no Brasil, na Argentina e na Espanha. Compõe também trilhas sonoras para filmes e seriados de televisão. Sua música Setembro, em parceria com Ivan Lins foi incluída na trilha sonora da premiada série norte-americana Dallas e no filme Boys´n the Hood, Sorriso de Luz, na mini-série brasileira Labirinto e Ciúme, no filme Dom estrelado por Marcos Palmeira e Maria Fernanda Cândido. Peranzzetta compôs aproximadamente 150 músicas, muitas delas gravadas por artistas nacionais como Djavan, Ivan Lins,Jane Duboc,Joyce, Leila Pinheiro, Dori Caymmi, Nana Caymmi e por artistas internacionais como George Benson, Sara Vaughn, Quincy Jones, Dianne Schurr e Shirley Horn, entre outros. Apresenta-se anualmente no Japão, Estados Unidos e Espanha (onde morou por três anos). A cada dois anos grava com a WDR Big Band, da cidade de Colônia - Alemanha e com ela excursiona pela Europa atuando como maestro, arranjador e intérprete.

Para a música de concerto, Gilson compôs a suite Miragem, para orquestra sinfônica e piano, executada em primeira audição pela Jazz Sinfônica de São Paulo, em 1997 e a suite “Metamorfose”, para piano e orquestra executada em priemira audição em 2002, pela Orquestra Sinfônica Brasileira, com Peranzzetta como solista ao piano.Para a formação piano e orquestra de cordas compôs Cantos da Vida e Valsa pra Lili. Gravou com o Rio Cello Ensemble o cd Sorrir e participou de dois discos do Quinteto Villa-Lobos como compositor e intérprete. Há dez anos desenvolve um trabalho que une o erudito ao popular ao lado de Mauro Senise (sax e flauta) e David Chew (violoncelo), registrado no cd Extra de Vários (2005).

Em janeiro de 2006 foi convidado pelo compositor Billy Blanco para orquestrar e reger a Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco). Além da orquestração e da regência Peranzzetta compôs para a Sinfonia uma nova introdução e todas as ligações entre as canções. O resultado foi uma memorável apresentação na Sala Cecília Meirelles com a participação do Orquestra dos Sonhos, arregimentada por Paschoal Perrota e dos cantores Pery Ribeiro, Leila Pinheiro, Doris Monteiro, Zé Renato, Paulo Marquez e Elza Soares. Ainda no primeiro semestre de 2006 Peranzzetta estará lançando, pelo selo Marari dois novos cds: Valsas e Canções e Bandeira do Divino.

Atualmente Gilson Peranzzetta realiza concertos solo, com seu trio popular (com as participações de Luiz Alves – baixo e João Cortez – bateria), em duo com Mauro Senise(o duo possui três cds lançados em 18 anos de parceria), com o trio erudito (em parceria com Mauro Senise – sax e flauta e David Chew – violoncelo) e concertos como solista convidado de orquestras, além de ministrar workshops de interpretação, arranjo e composição. Discografia Tema três 1967 Gilmony 1969 Portal dos magos 1985 Seiva 1986 Paisagem brasileira 1986 Tom & Villa. (com Arthur Maia) 1986 Cantos da vida 1987 Lado a lado. (com Sebastião Tapajós) 1988 Uma parte de nós. (com Mauro Senise) 1989 Prelúdios e canções de amor de Cláudio Santoro 1989 Reflections. (com Sebastião Tapajós) 1990 Uma parte de nós 1990 Vera Cruz (com Mauro Senise) 1992 Instrumental no CCBB. Sebastião Tapajós, Gilson Peranzzetta, Maurício Einhorn e Paulinho Nogueira 1995 Gilson Peranzzetta 1995 Sorrir. (com o Rio Cello Ensemble) 1995 Afinities. Sebastião Tapajós e Gilson Peranzzetta 1997 Fonte das canções. Gilson Peranzetta e convidados 1997 Nas águas do Brasil 1997 Alegria de viver Gilson Peranzzetta Trio 1997 Encontro de solistas 1997 Virtoso 1998 Rua Marari 1999 Metamorfose 2001 Canção da lua 2001 Pingolé 2001 Cristal 2002 Frente a frente 2003 Manhã de Carnaval - Brazilian standards 2005


PAULO MARTELLI

Paulo Martelli - 2 de Janeiro de 1966, natural de Araraquara (SP).Um dos principais intérpretes de violão de 11 cordas do mundo na atualidade, é criador e produtor da série Movimento Violão

Por Gilson Antunes

Paulo Martelli é um violonista singular na história do violão brasileiro: por possuir raro talento como músico; pelo empenho hercúleo atuando como produtor artístico; e pelas ideias sempre originais para o desenvolvimento e a divulgação do violão em todo o mundo (não apenas no Brasil). Filho de Lúcio Martelli e de Dulce Franco Martelli, Paulo César Martelli iniciou os estudos de violão aos 10 anos de idade, tendo aulas com Francisco Brasilino e, em seguida com Henrique Pinto. O violonista, luthier e produtor carioca Sérgio Abreu é considerado por Martelli como seu principal mentor musical. Logo foi premiado em diversos concursos, como o IV Concurso Nacional Villa-Lobos em Vitória, no Espírito Santo, o I Concurso da Faculdade Mozarteum, e o IX Concurso Jovens Concertistas Brasileiros – com esta última premiação, ganhou bolsa de estudos no exterior.

Nova York

Em 1993 mudou-se para Nova York, aproveitando a bolsa conquistada no Concurso Jovens Concertistas, quando parou de ensinar violão na Universidade de Ribeirão Preto. Em 1995 lançou pelo selo Canadense GRA,  o CD de estreia, Paulo Martelli Plays Diabelli, Paganini, Harris, Castelnuovo-Tedesco - com produção de Sérgio Abreu, que emprestou violões históricos que lhe pertenciam para essa gravação realizada no Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, cursou Mestrado e Professional Studies na Julliard School (com bolsa de estudo integral oferecida pela própria escola) e na Manhattan School of Music (com  bolsa de estudos Virtuosi do Ministério da Cultura) onde desenvolveu seu trabalho sobre sistemas de tablaturas para alaúde. Apresentou-se, pela primeira vez em Nova York em 1995, no Weill Hall - Carneggie Hall, como prêmio do concurso Young Concertists Presentation

Ornamentação barroca

Em 1999 estudou também sistemas de notação em tablaturas e ornamentação barroca, novamente na Manhattan School of Music, onde recebeu o Prêmio Andrés Segovia em 2000. Ainda nesse ano gravou o segundo CD, Roots, com repertório voltado para a música popular instrumental, além de clássicos como La Catedral, de Agustin Barrios, e três tangos de Astor Piazzolla. Segundo o violonista, este CD é uma homenagem musical aos sons e memórias do Brasil. Em 2003 musicou e lançou em CD as obras do espetáculo O Homem que Odiava Segunda-Feira, do Grupo Gestus, que recebeu o prêmio Caravana da Funarte de 2004. Entre 2005 e 2006 gravou Miosótis, CD com obras de Zé Henrique Martiniano.

Movimento Violão

Como produtor, Paulo Martelli idealizou a importantíssima série Movimento Violão, formada por recitais em salas importantes da capital e do interior paulista, que são gravados em alta definição, e os melhores momentos são apresentados em CDs (que já somam três) e DVDs (dois, até o momento), além de serem transmitidos anualmente pela Sesc TV (em média são produzidos 11 programas de tv por ano). Alguns dos maiores violonistas da atualidade, como Eduardo Isaac, Pablo Marquez e Duo Siqueira Lima, já participaram desta série, que já dura mais de 10 anos. Em 2013 o Movimento Violão se expandiu para a Bahia (Vitória da Conquista) e em 2014 para Belo Horizonte. Para 2015 está programada a série também para o Rio de Janeiro, sendo que a vertente internacional da série já havia sido realizada em 2011 no Kennedy Center, nos Estados Unidos, com transmissão ao vivo pela internet. Com toda essa atividade, esta série é considerada por muitos – incluindo o Sérgio Assad e o próprio Paulo Martelli - como a principal em todo o mundo, não existindo paralelo em outro país.

Estreias

Em 2012 Paulo Martelli estreou a Fantasia Concertante Para Dois Violões e Orquestra, denominada Lendas Amazônicas, ao lado do compositor da obra, Marco Pereira. Anteriormente Martelli já havia apresentado pela primeira vez o  Concerto Para Violão e Orquestra, de Francisco Mignone, com a Orquestra Sinfônica de Campinas. Também tocou com a Metamorphosen Chamber Orchestra e colaborou com o violinista americano Mark O´Connor, que é vencedor de dois Grammy - com os quais realizou  turnê por 28 dos principais centros musicais dos Estados Unidos. Ainda em 2013, Martelli gravou um programa especial para a Sesc TV dentro da série Movimento Violão apenas com obras de Heitor Villa-Lobos, incluindo o Concerto para Violão e Pequena Orquestra. Atualmente Paulo Martelli se apresenta com alt-guitar, instrumento de 11 cordas, no qual executa, especialmente, peças de J. S. Bach. A tese de doutorado de Martelli é justamente sobre as obras desse compositor em transcrições para alt-guitar. É considerado um dos principais intérpretes desse tipo violão de 11 cordas, e tem recitais agendados na Europa, América do Norte e Ásia.

Obras dedicadas

Entre os compositores que já lhe dedicaram obras estão Sérgio Assad, Marco Pereira, João Luiz, Douglas Lora, Mark Delpriora e Geraldo Ribeiro. Além de intensa carreira como violonista e produtor da série Movimento Violão, Paulo Martelli trabalha também como professor da Escola de Música do Estado de São Paulo e como professor particular, tendo dado aulas para alguns dos melhores violonistas da nova geração no Brasil. Link: www.movimentoviolao.com.br

Discografia:

-Paulo Martelli plays Diabelli, Paganini, Harris, Castelnuovo-Tedesco (GRI Music, 1994) - Roots (The Woodhouse Records, 2000) - O Homem que Odiava Segunda-Feira (independente, 2003)

  • Miosótis – Paulo Martelli plays Zé Henrique Martiniano (independente, 2006)

DANILO BRITO

Danilo Brito é bandolinista e compositor, um dos maisimportantes intérpretes da música do mundo, reconhecido por sua extraordinária habilidade e capacidade única de emocionar o público. Totalmente autodidata, desenvolveu técnica própria e estilo à margem de tempo e lugar. Sua referência é o Choro, gênero considerado pelo maestro Radamés Gnatalli o “último e mais perfeito estágio da música brasileira”, e dele, Brito consolidou sua essência: virtuosidade técnica, sincopado, contrapontos, intensidade de sentimento das mais diversas manifestações humanas. Tem, hoje, carreira consolidada nacional e internacionalmente e é aclamado por público e crítica. Em sua turnê de 2017 pelos EUA, tocou em tradicionais clubes de jazz e centros de arte de reconhecimento mundial como o Jazz at Lincoln Center em Nova Iorque, Mondavi Center for Arts na California, The Kennedy Center em Washington DC, Savannah Music Festival na Georgia, além de programas de rádio como o Tiny Desk Concert de Washington DC, um dos programas nacionais de música dos EUA com maior audiência. O crítico Joshua Peacock, em ensaio sobre a apresentação de Brito no Savannah Festival, classificou-o de “rock star”, referindo-se ao impacto de seu show no festival, que contou com grandes nomes da música internacional; e, assim, resumiu, “a apresentação de Brito foi uma exibição clara de sua virtuosidade musical e qualquer elogio em palavras que eu possa conceder ficará aquém”. Mais sobre Danilo Brito Considerado a quintessência do músico prodígio; aos 3 anos começou a dedilhar o bandolim de seu pai, tirando seus ensinamentos exclusivamente da audição dos LP’s da família.

Aos 12 anos já se apresentava profissionalmente e, aos 13, gravou seuprimeiroálbum como solista, Moleque Atrevido. Nessa época, Brito ganhou notoriedade pela imprensa, participando de inúmeros programas de televisão, reportagens e matérias de jornal. Tinha, desde então, o reconhecimento de músicos consagrados, com quem frequentemente se apresentava. Sua virtuosidade era tamanha que muitos se referiam a ele como a reencarnação de Jacob do Bandolim. Com apenas 19 anos, Brito venceu o prestigiado Prêmio Visa de Música, como melhor instrumentista, em que concorreu com 514 artistas. Tratava-se de um prêmio diferenciado no cenário nacional que lançou grandes nomes da música instrumental; reconhecido pela seriedade dos jurados, a lisura do processo, e o rigor técnico e artístico na avaliação dos músicos, realizada em uma série de etapas. O maestro Nelson Ayres, um dos jurados, considerou-o de “uma maturidade musical e interpretação rara e impressionante”. Como parte do prêmio, ele gravou seu segundo álbum Perambulando, que recebeu inúmeros elogios da imprensa nacional e estrangeira.

Bruce Gilman, crítico estadunidense, definiu “no seu excelente repertório, nunca faz algo que comprometa a integridade, espontaneidade, virtuosidade e o desafio puro das performances”. Seu terceiro álbum Sem Restrições continuou recebendo aclamação, sendo referido pelo Jornal do Brasil como “música pura e cristalina para ser ouvida sem reservas”. Seu quarto álbum é fruto de sua admiração pelo grande violonista Luizinho 7 Cordas, uma homenagem ao seu estilo de tocar raro e em extinção. Danilo Brito, seu quinto álbum, foi gravado em meados de 2014. edicado exclusivamente a composições suas, é a realização de um trabalho de maturidade e solidez há muito idealizado pelo artista: músicos que representam a extensão do seu bandolim, comuma performance no nível mais alto da música mundial, desenvolvido com estudo e dedicação. O lançamento foi feito nos EUA, no Spoleto Festival, e chamou a atenção do público e formadores de opinião locais. O jornal Charleston City Paper referiu-se a ele como “um músico a quem chamar prodígio seria quase diminuir sua contribuição à música, ele demonstra não só sua virtuosidade técnica como o conhecimento profundo da alma. Sua música mostra níveis de ritmos, dinâmicas e linhas melódicas “dolorosamente lindas”, honrando a tradição em uma música do novo século”.

Referências a citações da imprensa e músicos: “Danilo Brito is a rock star.” Joshua Peacock | DoSavannah “Considero um milagre esse cara tocando, não o consigo ver sem que eu não me emocione, não chore. Genial. Absurdo. Se Deus tocasse bandolim, tocaria igual a ele”. Guinga | ESPN Brasil, 2010 “Os comentários após o show pareciam unânimes: novos fãs de Brito gostariam que houvesse outro show em seguida, para que pudessem compartilhar sua maravilhosa descoberta. Não há melhor louvor do que esse.” “Deslumbrante.” Jon Santiago, [Dueto celestial: Brito e seu bandolim] Charleston City Paper, 2014 “Alguém poderia imaginar um bandolinista que fosse a síntese perfeita de Jacob do Bandolim e Luperce Miranda, a técnica e a sensibilidade de Jacob e o vigor de Luperce? Pois eis aí, Danilo Brito, mal saído das fraldas e já na relação dos maiores bandolinistas da história. Seu CD é um show no sincopado, nas músicas rápidas e nas valsas lentas. É um instrumentista completo.” Luis Nassif | GGN O Jornal Todos os Brasis, 2014 “...um bandolinista que provoca calafrios em quem o assiste. Gente da velha guarda chega a dizer que só pode se tratar da reencarnação do incomparável Jacob do Bandolim...” Júlio Maria | Jornal da Tarde, 2005 " Danilo Brito faz das cordas do bandolim a extensão de sua alma. E isso ele transmite com naturalidade e maestria, exibindo uma intimidade ímpar com a música. Brito ostenta uma bagagem musical impressionante, apesar de sua juventude. Mas sua vocação maior é a capacidade de transmitir, de tocar o espírito da audiência , de se fazer ouvir no melhor sentido musical. Por isso são pálidas quaisquer descrições sobre o virtuosismo desse artista brilhante. Daí o convite insistente que faço para um mergulho na arte de Danilo Brito. Ele faz das cordas coração." Boris Casoy | Jornal da Noite (Band) “Brito comanda uma paleta de vários tons e é, possivelmente, o mais verdadeiro e melhor sucessor de Jacob do Bandolim, sem ser de nenhuma forma seu imitador.” “O bom gosto de Brito o mantém distante de modismos, permitindo que a integridade musical se revele. É o brilho do sol e tempestade calibrados por impressionante bom gosto”. Bruce Gilman| Brazzil Magazine, 2008 “Mesmo com pouca idade, o paulistano Danilo Brito já conquistou o respeito não apenas de seus pares de hoje, como também da velha guarda do choro.” Lucas Nobile | O Estado de São Paulo, 2009.

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